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O uso do mecanismo aprovado na cúpula da União Europeia desta semana, que permitiu a recapitalização direta das instituições bancárias da Espanha e Itália, porém, foi descartado

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, declarou neste sábado que renegociará como o novo governo da Grécia as medidas de austeridade atreladas ao segundo plano de resgate do país. "Sem dúvida nenhuma existirá negociações, mas não posso fazer previsões sobre seus resultados", declarou à agência de notícias estatal grega "AMNA". "Estou em contato permanente com o primeiro-ministro grego sobre esse tema", acrescentou Juncker.

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O novo governo de coalizão da Grécia, liderado pelo conservador Antonis Samaras, tem como proposta renegociar com Bruxelas as duras medidas de austeridade exigidas para o país receber ajuda internacional, por considerar que elas aprofundaram a recessão.

Juncker, que também é primeiro-ministro de Luxemburgo, assegurou que a Grécia deve "consolidar suas finanças e restaurar a competitividade de sua economia" por meio dos ajustes.

No entanto, frisou que "isso não significa que ignore que as condições de vida são a cada dia mais difíceis para a população, com renda cada vez mais baixa". "Não temos o direito de provocar uma crise humanitária na Grécia", destacou o líder do Eurogrupo ao se referir às medidas de austeridade, como os cortes em serviços sociais, salários públicos e pensões.

Juncker negou que a Grécia possa utilizar o mecanismo aprovado na cúpula da União Europeia desta semana, que permitiu a recapitalização direta das instituições bancárias da Espanha e Itália. Segundo sua opinião, a situação destes países é diferente pois as duas nações "já cumprem as condições prévias para a consolidação de suas finanças", afirmou. "Quando a Grécia se encontrar em condição similar, claro que poderá se beneficiar", acrescentou.

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