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Comissão Europeia informou que o índice de sentimento econômico no bloco caiu 0,6 ponto nos 17 países da zona do euro, para 89,9 pontos

Reuters

O sentimento econômico da zona do euro recuou mais do que o esperado em junho, quando gerentes empresariais e de fábricas de todo o bloco viram poucos motivos para comemorar diante da estagnação da economia, mesmo nas regiões mais ricas do Norte.

A Comissão Europeia (CE) informou nesta quinta-feira que seu índice de sentimento econômico caiu 0,6 ponto nos 17 países da zona do euro, para 89,9 pontos, ante expectativa de 89,5 pontos em uma pesquisa da Reuters. Este foi o terceiro recuo consecutivo do índice, para o menor nível desde o fim de 2009.

Conforme os líderes da UE se reúnem em Bruxelas para tentar encontrar maneiras de resolver a crise da dívida que se espalhou pelo continente desde que começou na Grécia, em junho de 2010, o sentimento continua a piorar no setor empresarial.

Gerentes de fábricas estão pessimistas sobre as encomendas futuras de bens, de televisores a carros, enquanto os níveis de produção e mesmo as atuais encomendas de exportação -até agora vivas graças aos EUA e à China- pioraram.

Os setores bancário e financeiro, no centro da crise após a Espanha ter pedido neste mês um resgate para salvar os bancos do país, viram a confiança cair pela maior margem de todas as indústrias e dar continuidade à tendência de queda desde o início do ano passado.

Como um em dez trabalhadores da zona do euro está sem emprego, as famílias do Sul da Europa em particular estão com problemas e a confiança entre os consumidores caiu levemente em junho, com a CE citando "temores elevados de desemprego" como principal fator.

Em um sinal de que o impacto da crise se faz sentir em todo o bloco e não apenas na região mediterrânea, o sentimento econômico caiu na Alemanha, maior economia da Europa, além da Holanda, Bélgica e Áustria.

O índice de sentimento de negócios da CE para a zona do euro também recuou em junho, em 0,15 ponto, para -0,94, pior do que a expectativa em previsão da Reuters de -0,89 e no menor nível desde dezembro de 2009.

Já a confiança do consumidor chegou a -19,8 em junho, ante -19,3 em maio.

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