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Chanceler alemã afirmou que emitir eurobônus seria repetir um "erro do passado" e acrescentou que só quando for implementado controles fiscais poderá ocorrer

EFE

A chanceler alemã, Angela Merkel, rejeitou nesta quarta-feira a criação de qualquer mecanismo de coletivização das dívidas soberanas dos países-membros da eurozona e rotulou a medida como parte dos "falsos" caminhos para sair da crise.

Na declaração de Governo realizada antes da cúpula europeia, a chefe do Executivo alemão disse que os eurobônus e o fundo de amortização da dívida serão abordados excessivamente no encontro, ao invés de se discutir a supervisão fiscal.

A chanceler afirmou que emitir eurobônus seria repetir um "erro do passado" e acrescentou que só quando for implementado controles fiscais necessários a coletivização das dívidas soberanas poderá ocorrer. Merkel disse que não se ilude e sabe que durante a cúpula, que será realizada entre quinta-feira e sexta-feira, será critica por suas ideias.

A chanceler advertiu que não existem soluções "nem rápidas, nem fáceis" para resolver a crise da zona do euro e que os problemas devem ser resolvidos desde sua raiz e gradativamente. "Não podemos prometer o que não podemos cumprir e devemos aplicar conseqüentemente aquilo que foi estipulado", afirmou a chanceler em sua declaração perante o plenário da câmara, onde afirmou que "o mundo espera nossas decisões" e quer saber "para onde vamos".

A chanceler disse ainda que o governo espanhol fez o certo em solicitar ajuda financeira europeia para o setor bancário. Merkel acrescentou que o caso espanhol demonstra a importância de supervisionar o setor bancário de maneira adequada devido ao "risco de contágio" entre o setor financeiro privado e as contas públicas.

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