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Atividade manufatureira atingiu o menor nível em três anos, sugerindo que a maior economia da Europa pode ter contração no segundo trimestre do ano

Reuters

O setor privado da Alemanha encolheu pelo segundo mês consecutivo em junho, com a atividade manufatureira atingindo o menor nível em três anos, sugerindo que a maior economia da Europa pode ter contração no segundo trimestre do ano diante da crise da zona do euro.

O Índice de Gerentes de Compras composto (PMI, na sigla em inglês) do instituto Markit caiu para 48,5 este mês ante 49,3 em maio, de acordo com estimativa preliminar divulgada nesta quinta-feira, caindo ainda mais abaixo da marca de 50 que separa contração de expansão.

O índice caiu para o menor nível desde o ápice da crise financeira global em junho de 2009, puxado pelo setor manufatureiro do país, que encolheu no ritmo mais rápido desde esse mesmo mês, enquanto o crescimento do setor de serviços mostrou desaceleração.

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"O índice de produção média para a Alemanha no segundo trimestre é de 49,4, portanto isso provavelmente corresponde a uma queda de 0,1% no PIB (Produto Interno Bruto)", afirmou o economista-chefe do Markit, Chris Williamson.

"A taxa de declínio acelerou em direção ao final do trimestre, em termos de produção e novos pedidos, portanto não apontam para resultados melhores em julho e nos próximos meses", emendou.

O índice PMI do setor manufatureiro caiu para 44,7 em junho ante 45,2 no mês passado, abaixo do consenso das previsões colhidas para a pesquisa da Reuters com 32 economistas, que esperavam que a leitura ficasse estável em relação ao mês passado.

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"Os empresários estão na linha de frente da desaceleração, à medida que a piora da crise econômica global e a continuidade da crise do euro têm forte peso sobre a demanda de exportação", afirmou o economista sênior do Markit Tim Moore, em nota.

A atividade empresarial do setor de serviços foi a mais fraca desde novembro de 2011, com uma leitura de 50,3 ante 51,8 no mês passado, ao passo em que a taxa de declínio de novos negócios e encomendas acelerou.

A leitura ficou bem abaixo do consenso das previsões da pesquisa da Reuters com 26 economistas, de 51,5.

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As perspectivas empresariais no setor de serviços recuou para 47,0 ante 55,9 em maio, a maior queda em todos os 15 anos da história da pesquisa, uma vez que as empresas preocupavam-se com o futuro da zona do euro antes das eleições na Grécia.

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