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G20 destacou ações para estimular o crescimento e garantir a estabilidade financeira na Europa

Os países europeus que integram o Grupo dos Vinte (G20, que reúne as economias ricas e as principais emergentes) se comprometeram nesta terça-feira a tomar "todas as medidas necessárias para proteger a integridade e a estabilidade" da zona do euro, submetida a tensões muito grandes em países como a Grécia e a Espanha nas últimas semanas.

Na declaração final da cúpula de Los Cabos (México), o G20 destacou as "ações significativas" tomadas na zona do euro para "estimular o crescimento, garantir a estabilidade financeira e promover a responsabilidade fiscal" na Europa. A declaração felicita a Espanha por seu plano para "capitalizar seu sistema bancário" e celebra "o anúncio do Eurogrupo sobre o apoio à autoridade de reestruturação financeira" do país ibérico.

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A adoção do pacto fiscal, as políticas de crescimento implementadas e as reformas estruturais empreendidas constituem "grandes avanços" realizados pelo G20, o mais importante fórum multilateral onde confluem países industrializados e emergentes. Os participantes da cúpula se mostraram esperançosos de que "a zona do euro trabalhe em colaboração com o próximo Governo da Grécia para assegurar que o bloco se mantenha no caminho da reforma e da sustentabilidade" nos próximos meses.

"Eu espero que, pouco a pouco, vá se dissipando a incerteza e vamos abrindo o horizonte a perspectivas muito melhores", disse Calderón a propósito do resultado do G20 com relação aos problemas da Europa. Além disso, os 20 países do grupo disseram na declaração final estarem dispostos a empreenderem "as ações necessárias para fortalecerem o crescimento global e restaurarem a confiança" em um contexto em que a economia mundial "continua sendo vulnerável".

O texto final constata que os países emergentes estão "experimentando uma desaceleração" e comemora o fato de alguns deles estarem estimulando sua demanda interna para enfrentar essa conjuntura. Quando à China, o G20 destaca o compromisso desse país "de permitir que as forças do mercado assumam um maior papel na determinação dos movimentos do iuane". No plano comercial, o grupo expressa sua "oposição ao protecionismo em todas suas formas" e seu respaldo a um sistema multilateral.

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O G20 referenda até 2014 o acordo adotado há um ano em Cannes (França) - conhecido como cláusula "Stand Still" - de não introduzir "medidas que afetem o comércio e o investimento", incluindo estímulos e restrições às exportações. Além disso, os 20 países presentes na reunião estabelecem um compromisso para "preservar um entorno de negócios propício aos investidores" no atual contexto de crise.

Também destacam a importância de potenciar "o investimento em infraestrutura", que consideram "primordial para o crescimento econômico sustentado, a redução da pobreza e a criação de empregos". Com relação às reformas do sistema financeiro, o grupo buscará fazer o que for preciso para consolidar um sistema "global, integrado e estável para poder prevenir crise futuras".

Além disso, o G20 tem a disposição de "fortalecer a transparência e a troca ampla de informações" em matéria tributária, e estimula o Banco Mundial e outros organismos internacionais a elaborarem um relatório sobre como melhorar o acesso das mulheres e dos jovens a melhores serviços e educação financeira.

Em matéria de luta contra a corrupção, os 20 países se comprometem a prorrogar até o fim de 2014 o mandato do Grupo de Trabalho Anticorrupção. Sobre o tema da segurança alimentar, uma das prioridades do México na cúpula de Los Cabos, o G20 reconhece a necessidade de "manter a estabilidade nos mercados de matérias-primas internacionais".

Com relação ao fomento da economia acerca do meio ambiente, o G20 considera que um modelo de crescimento verde includente "pode nos ajudar a alcançar as metas de bem-estar social das quais depende nosso futuro". O grupo reafirmou seu compromisso de manter este enfoque de economia verde em futuras cúpulas, ao incorporar acordos que serão alcançados em foros como a Rio+20 e no marco da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC, em sua sigla em inglês). 

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