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Custo dos empréstimos subiu para ambos os países, ampliando a diferença do que elas têm que pagar e o que a Alemanha paga

Qualquer esperança que Itália e Espanha pudessem ter de que o resultado da eleição grega aliviaria a pressão sobre a crise de dívida delas acabou nesta segunda-feira, quando os mercados financeiros reagiram como se nada tivesse mudado.

O custo dos empréstimos subiu para ambos os países, as duas grandes economias da zona do euro sob pressão devido a problemas com suas finanças, ampliando a diferença do que elas têm que pagar e o que a Alemanha paga.

O rendimento do título de 10 anos da Espanha ficou acima dos 7%, nível amplamente considerado insustentável.

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A situação destacou o dilema essencial que a zona do euro enfrenta -melhoras de curto prazo ao clima não resolvem o problema de que as finanças estão perigosamente apertadas em meio a uma contração econômica.

"As eleições gregas não resolveram os problemas da zona do euro", disse um trader italiano.

Mesmo assim, foi revertida a perspectiva de que um governo grego renegaria seus compromissos e possivelmente forçaria a Grécia a sair da zona do euro.

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Assim, líderes da Itália e da Espanha comemoraram a vitória apertada de partidos gregos que estão comprometidos com os termos do resgate fornecido por União Europeia e Fundo Monetário Internacional.

"Isso nos permite ter uma visão mais serena para o futuro da União Europeia e para a zona do euro", disse o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, ao chegar ao México para a reunião do G20.

Também falando antes da mesma reunião, o premiê espanhol, Mariano Rajoy, comemorou o resultado da eleição afirmando que é "uma boa notícia para a Grécia, uma notícia muito boa para a União Europeia, para o euro e também para a Espanha".

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Mas para Itália e Espanha, a reação do mercado de títulos sugere que a crise da zona do euro precisa de uma solução abrangente para que os mercados possam começar a retomar a confiança.

Os céticos não precisam ir muito longe para ver o porquê, uma vez que a inadimplência dos bancos espanhóis atingiu a maior porcentagem de seus portfólios desde abril de 1994, de acordo com o Banco da Espanha (banco central).

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