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Reunião começa às 18h de Brasília, e líderes iniciarão a portas fechadas a primeira sessão plenária

Presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, fala em encontro antes da cúpula do G20
ASSOCIATED PRESS/AP
Presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, fala em encontro antes da cúpula do G20

A sétima cúpula dos países do Grupo dos 20 começa formalmente nesta segunda-feira em Los Cabos, no noroeste do México, com várias sessões de trabalho, um jantar protocolar e uma intensa agenda de reuniões bilaterais. Jamais até agora em uma cúpula do G20 a agenda paralela tinha sido tão cheia.

A razão é a grave crise que a Europa atravessa e que obrigou os membros europeus do grupo a se mobilizarem para dar uma mensagem de união. A cúpula inicia formalmente às 15h locais (18h de Brasília) com a recepção dos chefes de Estado e de Governo no Centro de Convenções de Los Cabos por parte do anfitrião, o presidente do México, Felipe Calderón, e sua esposa, Margarita Zavala.

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Alguns dos participantes estão acompanhados na cúpula por seus cônjuges, que terão uma agenda de atividades paralelas. Entre eles está o presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, que veio à sua primeira cúpula do G20 acompanhado de sua esposa, Elvira Fernández Balboa. Os líderes do G20 iniciarão a portas fechadas a primeira sessão plenária, que terá uma pausa às 21h10 (de Brasília) para uma fotografia do encontro.

A seguir, eles participarão de um jantar tradicional mexicano, cujo menu não foi divulgado. Na terça-feira serão retomadas as sessões de trabalho, também a portas fechadas, que terminarão às 16h30 para a assinatura da Declaração da Cúpula do G20, um documento no qual trabalharam durante meses os negociadores dos países, e que conterá os compromissos e linhas de atuação para o ano.

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Calderón fará uma mensagem para encerrar a cúpula, e em seguida os líderes darão entrevistas coletivas paralelas para dar sua visão dos acordos obtidos na reunião. Está previsto que todos os chefes de Estado e de Governo deixem amanhã mesmo a cidade turística do litoral mexicano do Pacífico, entre eles a presidente Dilma Rousseff, que a partir de quarta-feira receberá vários governantes na Rio+20, entre eles o da Espanha.

Paralelamente à cúpula do G20, líderes de todo o mundo terão uma intensa agenda de reuniões bilaterais e encontros regionais. Um dos mais importantes acontecerá na noite de hoje, quando o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se encontrará com os líderes dos cinco países europeus que participam da cúpula (Espanha, Alemanha, França, Itália e Reino Unido) e os presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

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Esses dois últimos convocaram, além disso, uma entrevista coletiva antes do início da cúpula, para anunciar os novos desafios da Europa após as eleições de ontem na Grécia, que tiveram como vencedor o partido conservador Nova Democracia, pró-euro. 

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