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Pressão sobre os custos dos empréstimos na Itália e Espanha, países do bloco que também estão fortemente endividados, pode diminuir um pouco

As ações europeias devem subir e o euro firmar posição na segunda-feira, já que os partidos gregos favoráveis ao acordo de resgate da dívida do país parecem prestes a obter uma pequena maioria parlamentar, aliviando os temores dos investidores de uma iminente saída da Grécia da zona do euro.

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A pressão sobre os custos dos empréstimos na Itália e Espanha, países do bloco também endividados, também pode diminuir um pouco.

As projeções oficiais dos resultados da eleição parlamentar deste domingo na Grécia, divulgadas pelo Ministério do Interior, mostravam o partido conservador Nova Democracia com 30,07% dos votos, seguido do bloco esquerdista radical Syriza (que ameaçava romper o acordo do pacote de resgate), com 26,55%, vindo depois o socialista Pasok (favorável ao acordo), com 12,5%.

O euro abriu na máxima de três semanas em relação ao dólar e os valores dos títulos de países periféricos da zona do euro devem subir, mas analistas dizem que o alívio deve ser de curto prazo.

Os investidores estão inseguros quanto à habilidade da Grécia de manter as medidas de austeridade em troca do dinheiro do resgate, necessário para manter sua economia à tona. O país entrou em seu quinto ano de recessão.

“"O que se destaca é quão perto o Syriza chegou da vitória. Então esperamos uma oposição acirrada às medidas de austeridade", disse o estrategista de moedas Daragh Maher, do banco HSBC em Londres.

"“Os mercados vão ficar preocupados com a pequena margem de vitória da ND (Nova Democracia) e quaisquer ganhos no euro e outros mercados serão limitados", acrescentou.

O euro subiu para 1,2730 dólar, segundo dados da Reuters no início dos negócios pela manhã na Austrália. Na sexta-feira, a moeda fechou por volta de 1,2655 dólar no em Nova York. Chegou a seu maior valor desde 22 de maio, de acordo com tabelas da Reuters, mas depois cedeu algum terreno.

A previsão é que o índice pan-europeu FTSEurofirst 300 suba, com outras ações mundiais.

O índice caiu mais de 10% nos últimos três meses à medida que a crise da dívida piorava, o panorama político da Grécia se fragmentava e a incerteza quanto ao crescimento da economia mundial se reduzia.

“"Poderemos ver um alívio inicial quando os investidores entenderem que o Syriza não venceu e, então, obviamente, as chances de a Grécia deixar a moeda única se dissiparem significativamente, e isso trará algum alívio, em especial para as ações", disse o estrategista Niscl Stamenkovic, da RIA Capital Markets.

"“Mas a reação inicial terá uma vida bastante curta quando as pessoas compreenderem que a situação subjacente não mudou. O mercado ficará preocupado com a possibilidade de que voltemos à mesma situação novamente dentro de poucos meses, isto é, uma nova eleição."

O líder do Syriza, Alexis Tsipras, prometeu continuar lutando contra os duros termos do pacote de resgate da União Europeia/fundo Monetário Internacional (FMI) para salvar o país da falência.

Os dois partidos favoráveis ao acordo de resgate, a Nova Democarcia e o Pasok, pareciam prestes a assegurar pouco mais de 40% dos votos.

Os rendimentos dos títulos espanhóis devem cair um pouco mas permanecer perto dos 7% superados na semana passada, como resultado do crescente temor de que o país não tenha condições de arcar com suas contas.

Grécia, Irlanda e Portugal procuraram ajuda internacional pouco depois que seus títulos chegaram a níveis como esse.

A pressão sobre os títulos italianos estava diminuindo, mas a queda nos rendimentos ainda vem sendo considerada modesta, já que as dúvidas quanto ao acordo para resgatar bancos espanhóis ainda persistem no mercado.

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