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Maior redução do número de pessoas empregadas aconteceu na Grécia, que teve queda de 8,7%, seguida pela Espanha

BRUXELAS - O número de pessoas empregadas na zona do euro caiu de novo nos primeiros três meses do ano, enquanto as importações recuaram, destacando os problemas da economia do bloco, que depende cada vez mais das exportações para impedir uma contração ainda mais profunda.

O emprego nos 17 países que usam o euro recuou 0,2% no primeiro trimestre em relação ao quarto, o terceiro trimestre seguido de queda na taxa, uma vez que o impacto devastador da crise da dívida no bloco é sentido pelas famílias.

O Eurostat, responsável pelas estatísticas da União Europeia, afirmou nesta sexta-feira que o tamanho da população empregada teve a maior contração na Grécia, 8,7%, seguido de uma queda de 3,7% na Espanha. No entanto, subiu levemente na França e na Alemanha e destacou a divisão entre o Norte e o Mediterrâneo.

A economia da zona do euro escapou por pouco da recessão nos três primeiros meses do ano, mas a recuperação que autoridades e economistas esperavam não se concretizou, e uma série de dados econômicos aponta para uma contração mais longa.

As importações caíram 0,1% em abril na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o Eurostat, pois menos consumidores compraram carros e televisores. Em dados ajustados sazonalmente, as importações recuaram 3 por cento no mês ante março.

As exportações continuaram sendo um raro ponto forte, uma vez que as vendas ao exterior de carros e maquinário alemães deram à zona do euro um superávit comercial de 5,2 bilhões de euros com o resto do mundo em abril, comparado com déficit de 4,5 bilhões de euros em abril de 2011.

As exportações da zona do euro subiram 6 % no mês comparado com o mesmo período de 2011. No entanto, conforme Estados Unidos, Brasil e China sentem os efeitos da crise e a confiança dos empresários enfraquece, as exportações da zona do euro caíram 1,3% em abril ante março, em dados ajustados sazonalmente.

A demanda internacional continua sendo a melhor chance da zona do euro de uma retomada econômica, mas economistas afirmam que se os líderes da UE não conseguirem resolver a crise da dívida isso pode começar a prejudicar a confiança do enorme setor de exportação da Alemanha, que até agora tem conseguido evitar a contração e se beneficiar de um euro mais fraco.

A Alemanha responde por cerca de 40% das exportações da zona do euro e apresentou um superávit comercial de 45 bilhões de euros nos três primeiros meses do ano, ultrapassando com folga qualquer outro país da zona do euro.

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