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Para primeiro-ministro do país, relatório do FMI é apenas mais um entre outros relatórios de entidades financeiras

San Sebastián (Espanha) - O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, disse neste sábado que, por enquanto, não vai aplicar as reformas sugeridas nesta sexta-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que recomendou ao governo de Madri a elevação do imposto sobre valor agregado e a redução dos salários dos funcionários públicos.

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Os comentários de Rajoy sobre o relatório do FMI foram feitos durante uma conversa informal com um grupo de jornalistas após seu discurso no ato de encerramento da 17ª União Interparlamentar Popular, realizada nesta sexta-feira e sábado na cidade de San Sebastián (norte da Espanha).

O FMI, em sua revisão da economia espanhola, pediu à Espanha que aumente as receitas públicas com o aumento do imposto sobre valor agregado e de outras taxações especiais, além da análise de "futuros cortes de salários públicos".

O Fundo considera desejável a redução das aposentadorias e pensões e apoia a eliminação da dedução fiscal por compra de imóveis. Rajoy afirmou que o relatório do FMI é apenas mais um entre outros emitidos por várias entidades financeiras. Segundo ele, as medidas propostas são apenas recomendações e seu governo, cuja prioridade atual é a redução do déficit público, já trabalha na reforma da administração pública.

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