Tamanho do texto

Desde o início da crise da dívida soberana grega, mais de 72 bilhões de euros saíram das instituições financeiras do país

Milhares de gregos continuam retirando seus depósitos bancários devido ao ambiente de incerteza em que vive o país às vésperas das eleições de domingo, mas as instituições financeiras afirmaram que não esperam problemas. "A retirada de depósitos continua em níveis elevados e de forma constante desde as eleições de 6 de maio", explicou à Agência Efe um responsável do Alphabank, um dos principais bancos privados da Grécia.

MaisGrécia pode ter que sair do euro, diz ministro britânico

No entanto, a fonte negou que tenha havido um aumento significativo nos últimos dias e disse que as retiradas se mantêm em níveis parecidos de janeiro e fevereiro. Nesta ocasião, a dívida grega foi reestruturada e as retiradas ficaram entre 10 bilhões e 12 bilhões de euros, embora em março e abril tenha havido uma relativa recuperação com o retorno de dois bilhões de euros.

Desde o início da crise da dívida soberana grega, mais de 72 bilhões de euros saíram dos bancos, sendo 40 bilhões de euros de investidores estrangeiros que tinham entrado na Grécia entre 2007 e 2009, aproveitando-se dos juros que ofereciam as instituições do país.

TambémConservadores gregos querem renegociar resgate se vencerem eleições

A imprensa local afirmou que em maio foram retirados seis bilhões de euros dos depósitos e que, em junho, o valor se situa entre 100 e 500 milhões de euros por dia. "Não esperamos problemas, porque já estamos acostumados a atuar nestas situações", explicou o diretor do Alphabank, que pediu para não ser identificado.

A fonte ressaltou que agora "há dinheiro" pois os quatro principais bancos privados gregos receberam no mês passado 18 bilhões de euro em bônus AAA do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF) através do Banco da Grécia. 

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.