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Bolsa de Atenas, subiu 10,12%, aos 550,10 pontos, após uma pesquisa não oficial apontar a vitória do Nova Democracia às vésperas do pleito

As bolsas europeias fecharam em direções divergentes nesta quinta-feira. Houve dados ruins dos Estados Unidos, porém isso também levou à expectativa de um relaxamento da política monetária pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Na Europa, pesaram para o lado negativo a Espanha e o leilão na Itália. Entretanto, rumores de que uma vitória "a favor do segundo pacote internacional de resgate" nas eleições do próximo domingo na Grécia animaram o mercado. O índice Stoxx Europe 600 fechou a sessão em baixa de 0,30%, aos 241,84 pontos.

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O índice ASE, da Bolsa de Atenas, subiu 10,12%, aos 550,10 pontos, após uma pesquisa não oficial apontar a vitória do Nova Democracia às vésperas do pleito. Alpha Bank subiu 30%, National Bank avançou 26% e EFG Eurobank e Piraeus Bank subiram 25% cada.

A Nokia registrou o maior declínio no índice pan-europeu, caindo 17,8% após a companhia informar que cortará 10 mil empregos. Foi o pior desempenho diário para a ação desde junho de 2001, segundo a FactSet. Credit Suisse recuou 10,5% depois de o Banco Nacional da Suíça pedir que a instituição elevasse seu capital a fim de se preparar para uma piora da crise na zona do euro.

Nesta quinta-feira, os EUA divulgaram que o número de trabalhadores americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 6 mil na semana até 9 de junho. Já o índice de preços ao consumidor (CPI) caiu 0,3% em maio em relação a abril, à medida que a queda dos preços da gasolina compensou o aumento dos aluguéis e da saúde. A leitura marcou a primeira queda do CPI em quase dois anos e o maior declínio mensal desde dezembro de 2008.

Além disso, o déficit em conta corrente dos EUA subiu para US$ 137,3 bilhões no primeiro trimestre deste ano. É o maior nível em mais de três anos e equivale a 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Diante desses dados, cresceu a expectativa do mercado de que o Fed possa adotar mais uma rodada de relaxamento quantitativo (Q3, na sigla em inglês).

Na Europa, o custo de financiamento da Itália aumentou no leilão de dívida desta quinta-feira, no qual foi vendido o total pretendido de 4,5 bilhões de euros em bônus, conhecidos como BPTs. Os yields (retorno ao investidor) oferecidos pelos papéis ficaram acima de 5%. Na Espanha, o yield (retorno ao investidor) dos bônus da Espanha atingiu um novo recorde desde a criação do euro, depois de a agência de classificação de risco Moody's rebaixar o rating do país na quarta-feira.

Em Frankfurt, o índice DAX registrou perda de 0,23%, aos 6.138,61 pontos. As ações cíclicas estão entre as que tiveram as maiores perdas, com Infineon (-3,3%), BMW (-2,6%) e MAN (-2,4%). Centrotherm recuou 26% após os bancos bloquearem as linhas de crédito da companhia. Em Londres, o índice FTSE-100 fechou em queda de 0,31%, aos 5.467,05 pontos. British Sky Broadcasting Group e BT Group caíram 3,5%.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, subiu 0,08%, fechando em 3.032,45 pontos. STMicroelectronics caiu 2,8% e Peugeot recuou 2,2%. Crédit Agricole avançou 1,2% após alegar que está avaliando cortar sua participação em sua unidade do banco Emporiki se a Grécia deixar a zona do euro.

O índice Ibex-35 da Bolsa de Madri teve alta de 1,22%, aos 6.696,00 pontos. Em Milão, o índice FTSE MIB fechou na máxima, em alta de 1,47%, para 13.084,62 pontos. O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, também terminou o dia na máxima, com ganho 0,88%, aos 4.447,57 pontos.

As informações são da Dow Jones.

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