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Chanceler alemã justificou a necessidade do resgate devido à "bolha financeira"

A chanceler alemã, Angela Merkel, insistiu nesta quinta-feira que a ajuda solicitada pela Espanha para a recapitalização de seus bancos impõe "condições" ao setor. Em declarações diante do Bundestag (Parlamento), a chanceler alemã justificou a necessidade das ajudas devido à "bolha financeira", derivada de comportamentos "irresponsáveis", e qualificou de "absolutamente correta" a decisão do Governo de Mariano Rajoy de recorrer a esse auxílio.

A Espanha pode contar "com a solidariedade" da Alemanha e da Europa, afirmou Merkel, para quem a crise da dívida na zona do euro será o tema prioritário da cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne as economias ricas e as principais emergentes) nos próximos dias 18 e 19 em Los Cabos (México).

A chanceler ratificou ainda sua rejeição à emissão de eurobônus, por considerar que uma coletivização da dívida seria "absolutamente contraproducente". "Não se deve optar sempre pela fórmula que parece a mais rápida, mas pela melhor", indicou Merkel, para pedir em seguida que a força alemã não seja "supervalorizada". "A Alemanha está aí, é o motor econômico e responderá em favor do bem-estar comum de todos", enfatizou Merkel, mas sua capacidade de atuação "não é ilimitada".

A União Europeia (UE) deve avançar "passo a passo" rumo à união política, afirmou a chanceler, para o que as oportunas medidas de ação imediata para fazer frente à crise da dívida devem estar acompanhadas de outras a médio prazo.

Com a atenção voltada à cúpula do G20, Merkel pediu o fim do "protecionismo que freia o crescimento econômico" e lançou uma advertência contra os "crescentes obstáculos" ao comércio mundial derivados da "exploração dos mercados nacionais".

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