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Ministro francês afirmou que lei de ajuste orçamentário de 2012 vai tentar aumentar as receitas estatais por meio de impostos mais altos e economia nos gastos do governo

O ministro das Finanças da França, Pierre Moscovici, insistiu nesta quinta-feira que o país pode atingir a meta de cortar seu déficit dentro do teto de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013 sem medidas de austeridade de larga escala, apesar da preocupações crescentes sobre o crescimento.

Moscovici disse que a lei de ajuste orçamentário de 2012, que será submetida ao Parlamento no começo de julho após uma profunda auditoria das finanças públicas, irá buscar aumentar as receitas estatais por meio de impostos mais altos e também procurar fazer economias em gastos regulares do governo.

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A insistência feita do novo governo socialista da França de que não irá fugir das metas de déficit confronta um aumento do ceticismo entre analistas de que os objetivos podem ser atingidos com o crescimento econômico anêmico prejudicando as receitas estatais.

Um fonte da Presidência disse esta semana que Paris não irá fugir de suas metas, notando que qualquer deslize pode abalar as esperanças francesas de conseguir apoio alemão para um pacto pró-crescimento, o que a França quer ao final da cúpula dos líderes da União Europeia (UE) no final de junho.

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Ao mesmo tempo, o presidente francês, François Hollande, também deve pressionar por mais flexibilidade nas metas de corte de déficit para países em recessão na cúpula de 28 e 29 de junho, que deve se focar no aprofundamento da integração financeira e fiscal a fim de combater a crise da dívida da zona do euro.

"A França fez um compromisso com seus parceiros para reduzir o déficit para 4,5% em 2012 ... e para 3% em 2013. Nós atingiremos essas metas", disse Moscovici à rede de televisão France 2.

"Nós podemos absolutamente atingir essas metas sem medidas de austeridade", emendou.

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