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Executivo da União Europeia diz que 'não deveria haver nenhuma dúvida nos mercados' sobre a capacidade do país Espanha de reestruturar seus bancos

A Comissão Europeia culpou nesta quinta-feira o nervosismo dos mercados e a incerteza com as eleições gregas deste domingo pelos juros recordes alcançados pelo bônus espanhol a dez anos e a alta do prêmio de risco. "A situação nos mercados reflete um nervosismo que se arrasta há muito tempo sobre a situação em toda a zona do euro. Evidentemente, o que possa ocorrer no domingo na Grécia pesará, e já está pesando muito, nas atitudes dos investidores", afirmou o porta-voz econômico da Comissão Europeia, Amadeu Altafaj.

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Segundo o Executivo da UE, a situação não pode ser julgada pelo "prêmio de risco em um determinado dia". "O que é preciso é que gradualmente, e isso é um trabalho de formiga, a confiança vá se recuperando", disse Altafaj, para quem a Espanha está no caminho certo com seus "esforços" em "todas as frentes". Segundo o porta-voz, o trabalho para sanear as contas públicas, as reformas estruturais para gerar crescimento e emprego e a reforma do setor financeiro, o "que era algo necessário há muito tempo", devem "contribuir para reforçar a confiança aos poucos".

A Comissão Europeia diz que a alta dos juros dos bônus e do prêmio de risco está relacionado ao "nervosismo" e às "incertezas que vão muito além das fronteiras da Espanha", mas que afetam especialmente os "países que estão sob maior pressão dos mercados, como é o caso da Espanha e da Itália".

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"Isso se reflete no prêmio de risco, às vezes na cotação do euro, mas é preciso perseverar na resposta à crise e não dar respostas erráticas, mas cumprir tudo o que se anuncia e aplicar as medidas que se decidam", frisou Altafaj. O porta-voz assegurou além disso que "não deveria haver nenhuma dúvida nos mercados" sobre a capacidade da Espanha de reestruturar seus bancos depois da ajuda de até 100 bilhões de euro estipulada pelo Eurogrupo. 

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