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Premiê espanhol pediu também em carta que Banco Central Europeu atue com urgência diante das pressões do mercado

Premiê espanhol, Mariano Rajoy, pede atuação
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Premiê espanhol, Mariano Rajoy, pede atuação "urgente" do BCE

O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, anunciou nesta quarta-feira que enviou uma carta aos líderes da União Europeia (UE) em que pede maior integração fiscal e bancária e que o Banco Central Europeu atue com urgência diante das pressões dos mercados. O chefe do Executivo anunciou pessoalmente o envio da carta durante um pronunciamento uma sessão no Parlamento.

Rajoy também disse que fará o mesmo pedido aos líderes da Alemanha, França e Itália em 22 de junho na reunião que acontecerá em Roma, anterior à cúpula de líderes da UE. O primeiro-ministro afirmou que remeteu a carta ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e ao do Conselho da UE, Herman Von Rompuy.

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A carta contém as cinco contribuições que a Espanha quer fazer ao debate do Conselho Europeu programado para ocorrer Bruxelas, entre os dias 28 e 29 de junho, sobre a direção que deve tomar a integração europeia. "Acho que a Europa deve ter maior integração fiscal e bancária, apostando na resolução dos problemas de financiamento e de liquidez que neste momento estão afogando muitas economias, e em que tudo isso se debata e decisões sejam tomadas rapidamente", defendeu hoje Rajoy.

O chefe do Executivo espanhol considerou que "neste momento, o mais urgente para resolver os problemas das economias da zona do euro é que exista muita clareza" e que se assegure que "é uma moeda irreversível". Na carta, de 6 de junho, três dias antes da aprovação do crédito para os bancos espanhóis pelo Eurogrupo, Rajoy assegura que a Europa "está atravessando a crise mais grave desde a criação do euro".

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O chefe do Executivo espanhol reivindica uma atuação "urgente" do Banco Central Europeu (BCE), já que "a pressão está aumentando sobre muitos países" de maneira "acelerada" e o euro "está em risco". Na sessão de controle parlamentar, quando precisou responder a várias perguntas sobre o empréstimo europeu aos bancos espanhóis, Rajoy explicou a necessidade dessa medida porque a Espanha "neste momento" não tem a quantia de que o sistema financeiro precisa para sanar as dívidas, "nem pode emitir dívida pública" para obtê-la.

"Estou muito satisfeito (pela ajuda), porque a Espanha não tem neste momento esses 100 bilhões (de euros), nem pode emitir dívida pública", respondeu ao líder do Partido Socialista (Psoe), Alfredo Pérez Rubalcaba, que lhe pediu detalhes.

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Também participou do debate o ministro da Economia, Luis de Guindos, que especificou que o crédito europeu não terá custo para os cidadãos espanhóis e "não se vinculará a nenhum programa de ajuste econômico" nem haverá "condições adicionais de política fiscal ou de reformas estruturais". Os grupos da oposição condenaram a forma como o governo apresentou o empréstimo europeu e sua resistência a chamá-lo de "resgate".

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