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No entanto, premiê italiano disse que vai anunciar nos próximos dias novas medidas para promover crescimento do país, que se encontra em recessão

Premiê italiano, Mario Monti, em pronunciamento na Câmara dos Deputados do país
ASSOCIATED PRESS/AP
Premiê italiano, Mario Monti, em pronunciamento na Câmara dos Deputados do país

O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, afirmou nesta quarta-feira que a Itália "está tranquila" e que o aumento do custo da dívida nos últimos dias se deve às "turbulências na zona do euro pela situação na Grécia".

Em pronunciamento na Câmara dos Deputados, Monti explicou que "a dívida privada italiana é mais baixa que nos outros países e existe uma economia privada maior", que os bancos "são estáveis e não sofrem com a especulação imobiliária e temos uma taxa de desemprego mais baixa, pelo que estamos tranquilos".

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Monti ressaltou que o prêmio de risco italiano, que agora ronda os 480 pontos básicos, disparou "não por um fato específico italiano, mas pelas turbulências dos mercados europeus relacionadas com a situação grega". Diante disso, afirmou que, "se no Conselho Europeu de 28 de junho for aprovado um pacote confiável de medidas para o crescimento, então o prêmio de risco italiano diminuirá".

Para ele, o que preocupa os mercados financeiros e as agências de classificação de risco é a "falta de crescimento". Por isso, disse que com novas medidas haverá "um prêmio de risco inferior, menores taxas de juros e se facilitará o investimento para as empresas, protegendo a Itália de um possível contágio".

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O premiê italiano destacou a necessidade de a Europa implementar medidas como os eurobônus ou o chamado Fundo de Amortização da Dívida. Monti iniciou seu discurso afirmando que está vivendo uma "fase particularmente intensa e crucial para a Europa e para a Itália", mas assegurou que a situação italiana é mais sólida do que há alguns meses. Monti reconheceu que até recebeu "conselhos paternos e maternos" para que pedisse "apoio ao Fundo Monetário Internacional (FMI)".

No entanto, o primeiro-ministro assegurou que a Itália rejeitou esses conselhos e negou que tenha mantido conversas com a chanceler alemã, Angela Merkel, sobre isso. "Uma coisa é uma ajuda internacional a um país em dificuldade, como ocorreu com a Espanha, mas só para o setor bancário, e então pode ser aceito. Outra coisa é uma assistência generalizada a um país, que é como ter como governadores o FMI, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia", acrescentou.

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Por fim, Monti anunciou que o governo iniciará "uma operação de crescimento com novas medidas" nos próximos dias. 

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