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Segundo titular das Finanças, Europa pode ter que sacrificar a adesão da Grécia ao bloco monetário para convencer a Alemanha a colocar mais dinheiro para salvar o euro

A Europa pode ter que sacrificar a adesão da Grécia em seu bloco monetário para convencer a Alemanha a colocar mais dinheiro para salvar o euro, sugeriu o ministro das Finanças da Grã-Bretanha, George Osborne, em comentários que certamente deixarão líderes da zona do euro furiosos.

Como a maior economia da União Europeia (UE) e o maior contribuidor, a Alemanha detém a chave de como o bloco pode resgatar seus parceiros problemáticos, economias menores, ou se a Europa é capaz em concordar com uma união bancária para acabar com a crise da dívida que já tem dois anos e meio.

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A Grã-Bretanha e o resto da UE têm batido de frente repetidamente sobre como resolver a crise, com Londres negando-se abertamente em tomar qualquer partido em qualquer união bancária na zona do euro.

"Eu realmente não sei se a Grécia precisa deixar o euro para que a zona do euro faça as coisas necessárias para manter sua moeda viva", disse Osborne em comentários publicados nesta quarta-feira no jornal The Times.

"Eu simplesmente não sei se o governo alemão exige uma saída da Grécia para explicar para o seu público porque eles precisam fazer certas coisas como a união bancária, eurobônus e coisas como essas."

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Apesar de sua firme retórica, a Grã-Bretanha está numa posição estranha nas negociações com a UE porque não é membro da zona do euro, apesar de o destino de sua economia estar intimamente ligada ao futuro do bloco monetário.

Um dia antes, o presidente dos encontros dos líderes da UE, Herman Van Rompuy, disse que o bloco irá fazer tudo o que puder para manter a Grécia na zona do euro se o país respeitar os compromissos de resgate.

Os comentários de Osborne vieram apenas dias antes da eleição na Grécia, vista como um referendo se o país deve ficar na zona do euro, ou deixá-la e voltar para a sua moeda, o dracma.

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