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Em entrevista ao jornal alemão Bild, Nouriel Roubini, afirma que a loucura da poupança deve parar e faz sugestões para o crescimento da Europa

O renomado economista nova iorquino que previu a crise financeira global, Nouriel Roubini, propôs ao governo de Angela Merkel a criação de um “cheque viagem” de mil euros para cada família alemã. A condição é que a quantia só pode ser gasta nos países mais afetados pela crise. “Isso vai impulsionar a economia local. Além disso, quem estiver comprando uma casa de férias nos países do sul também deve receber um bônus fiscal”, completa o economista em entrevista ao jornal alemão Bild.

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As sugestões de Roubini circularam pela imprensa e pelas redes sociais. A revista alemã Der Spiegel, por exemplo, abriu o debate na sua página do Facebook: se você recebesse um cheque de mil euros nos termos propostos por Roubini onde os gastaria? As respostas são diversas, mas a Grécia surge como o destino mais votado.

Sobre a Grécia, Roubini alerta que se os gregos votarem contra o euro neste domingo, os financiamentos devem parar. “A Grécia vai entrar em colapso e muitos investidores em pânico. Então, haverá uma corrida nos bancos de Portugal, Espanha e Itália e o colapso total da zona euro”, diz.

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Para Roubini, os governos precisam reduzir impostos e aumentar salários e se Angela Merkel conseguir relançar o crescimento na periferia do euro e ao mesmo tempo lançar um plano de integração na Zona Euro com um sistema bancário unificado e uma autoridade de controle central, pode aspirar a ser presidente da nova Europa. “É preciso desenvolver um roteiro com um horizonte temporal de cinco a dez anos, no final, deve ser uma Europa que tenha não apenas a mesma moeda, mas também políticas financeiras e fiscais comuns”, diz.

Sem o euro, a Alemanha seria um anão em comparação com os EUA ou com a China. “Por isso: nadar juntos ou afundamos juntos”, diz Roubini. Ele também disse em entrevista que o Banco Central Europeu deve expandir sua oferta de dinheiro de forma maciça, assim, países como Grécia, Itália e Espanha teriam real chance de serem competitivos. “É melhor guardar do que inundar o mercado com dinheiro? Não! A loucura da poupança deve parar”, diz.

*Com agências internacionais

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