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Ele afirma, porém, que se os custos de empréstimo do governo continuarem nos altos níveis que estão agora por muito tempo, país pode enfrentar fortes consequências

O pânico acerca da Itália após o resgate à Espanha não tem justificativa, porque os fundamentos de Roma não mudaram, afirmou nesta quarta-feira o economista-chefe da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Pier Carlo Padoan, em entrevista ao jornal italiano Il Messaggero.

Mas se os custos de empréstimo do governo continuarem nos altos níveis que estão agora por muito tempo, a Itália pode enfrentar fortes consequências, disse Padoan.

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"Não há mudanças nos fundamentos econômicos do país que possam justificar um ataque à Itália", afirmou.

"Entre os países da OCDE, a Itália é um dos mais próximos à estabilização de sua dívida. Se não houvesse o fator de contágio, as ações tomadas até agora acerca de recuperação seriam as corretas."

Padoan disse que após medidas decisivas sobre a frente fiscal, a Itália deve assumir ações mais corajosas sobre crescimento.

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Os governos europeus, acrescentou ele, cometeram alguns erros ao intervir tarde demais e às vezes com medidas consideradas insuficientes, aumentando os temores dos investidores de que a crise da zona do euro pode não ser contida.

Isso está afetando os rendimentos da dívida italiana, ao passo que o país ficou sob os holofotes depois do pacote de ajuda à Espanha.

"A situação atual reflete o fato de que não está claro aos mercados o que os líderes políticos e autoridades econômicas querem fazer", disse Padoan. "É, portanto, urgente quebrar esse círculo vicioso."

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