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Autoridades da principal economia da Europa não querem que as discussões fiquem presas a questões referentes à crise da dívida da zona do euro

A Alemanha não quer que as discussões no primeiro dia do encontro dos líderes das 20 principais economias do mundo - grupo conhecido como G20 - no México, na semana que vem, fiquem presas à crise da dívida da zona do euro, afirmou nesta terça-feira uma autoridade sênior da Alemanha.

"A zona do euro será um tópico, mas eu acho que devemos falar de outras questões, como consolidação fiscal nos Estados Unidos e flexibilização cambial na China", disse a autoridade a repórteres, pedindo anonimato.

A autoridade disse que a Alemanha também espera que os líderes do G20 concordem com um plano de ação de fortalecimento do crescimento global no médio e longo prazo. A autoridade acrescentou que combater um aumento em medidas protecionistas também seria discutido durante o encontro no México.

Ainda de acordo com a fonte, ainda não está claro se o G20 irá divulgar uma declaração em reação ao resultado das eleições gregas no domingo.

Uma segunda autoridade alemã afirmou na mesma entrevista que, se houver uma declaração sobre a eleição durante o encontro do G20, provavelmente seria dos ministros das Finanças da Europa.

O resultado das eleições de domingo, a segunda em pouco mais de um mês no país fortemente atingido pela crise, pode determinar se a Grécia continuará na zona do euro.

O partido da esquerda-radical, que se opõe às políticas de austeridade impostas em troca dos empréstimos da UE e do Fundo Monetário Internacional (FMI) necessários para evitar um calote da dívida, deve ter bom desempenho nas eleições.

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