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Paralisação atinge o setor ferroviário do país neste domingo

Milhares de trabalhadores portugueses foram às ruas do Porto, no norte do país, para protestar contra as medidas de austeridade do Governo e para pedir uma política a favor do emprego e do Estado de bem-estar social.

Apesar do tempo com chuva e forte vento, a manifestação, convocada pela Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses, de tendência comunista, percorreu quatro quilômetros até a estação de São Bento, no centro da segunda maior cidade do país.

O líder da plataforma sindical, Armênio Carlos, justificou a passeata como um pedido ao governo para mudar de rumo, melhorar os serviços públicos de transporte, educação e saúde e reativar a demanda interna.

"É necessário dinamizar a demanda interna, mas isso implica melhorar a renda das famílias. É necessário criar emprego, mas isso implica política de combate ao desemprego e à precariedade", reivindicou.

O sindicato, o maior do país com mais de 600 mil filiados, organizou o protesto como parte de uma agenda de manifestações que continua em 16 de junho em Lisboa, para reunir seus filiados e trabalhadores das federações do sul do país.

Junto à manifestação, ocorreram nesta semana greves parciais e totais nos sistemas de transportes. Neste domingo - dia festivo em Portugal - a paralisação atinge o setor ferroviário.

Os protestos seguem enquanto Portugal vive dependente dos efeitos de um severo programa de reformas e cortes, e de sua capacidade de financiamento de dívida pública através de um empréstimo internacional de 78 bilhões de euros.

Mais de um ano depois do resgate, o país alcançou níveis de desemprego recorde, de mais de 15%, e espera uma queda da economia de 3%.

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