Tamanho do texto

Primeiro-ministro assegurou que a ajuda da zona do euro aos bancos espanhóis não implicará cortes públicos adicionais e que o resgate não terá efeito sobre o déficit do país

O primeiro ministro espanhol, Mariano Rajoy, disse neste domingo que a Espanha evitou um resgate completo de sua dívida soberana devido a medidas adotadas para cortar o déficit público e a reformas econômicas empreendidas.

No sábado, a zona do euro fechou acordo de empréstimo de 100 bilhões de euros para os bancos espanhóis. "Se não tivéssemos feito o que fizemos nestes cinco meses, o que se teria cogitado ontem seria a intervenção da Espanha", disse Rajoy em entrevista a jornalistas.

Finlândia quer garantias para socorrer Espanha

Entenda o empréstimo para salvar os bancos da Espanha

Rajoy assegurou que nem ele, nem o Executivo do país foram pressionados a pedir ajuda europeia aos bancos. "A mim ninguém pressionou. Eu é que tenho pressionado. Queria uma linha de crédito para resolver o problema", disse.

O presidente do governo espanhol, que evitou a palavra "resgate", quis deixar claro que o acordo "não tem nada a ver" com outros processos em outros países, em velada referência à Grécia, Irlanda e Portugal.

Espanha pede ajuda financeira europeia para salvar setor bancário do país

Grécia, Irlanda e Portugal, o trio já beneficiado por resgates da Europa

Rajoy, que iniciou a entrevista à imprensa citando a importância de sanear o setor financeiro, reconheceu que a ajuda é um "passo na direção adequada" para resolver uma situação que segue complicada.

Saiba mais sobre a crise na Europa e entenda quem são os “Piigs”

O chefe de governo assegurou que a ajuda da zona do euro aos bancos espanhóis não implicará cortes públicos adicionais, já que o resgate não terá efeito sobre o déficit público.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.