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Presidente dos EUA diz também que a Grécia deve ficar na zona do euro

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira que Espanha e Itália "estão realizando reformas inteligentes e necessárias, da arrecadação de impostos ao mercado de trabalho", e opinou que a Grécia deve continuar na zona do euro.

Em um pronunciamento na Casa Branca no qual comentou a situação econômica grega e o impacto da crise da dívida na Europa, Obama defendeu que as reformas em Itália e Espanha precisam "de tempo e espaço para obter resultados".

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"Nem tudo se pode cortar, cortar e cortar enquanto o desemprego cresce", declarou. "Ironicamente", prosseguiu Obama, "isso torna mais difícil para esses países dar sequência às reformas".

Por isso, ele elogiou o fato de a Europa ter dado início, agora, às conversas sobre como estimular o crescimento, "paralelamente" às discussões sobre "maneiras sensatas" de solucionar os problemas de financiamento.

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Obama reiterou que esteve "em contato frequente com os líderes europeus durante os últimos meses", e que considera que eles estão "na direção certa". Em referência à complicada situação da Grécia, Obama aconselhou a permanência do país na zona do euro porque, segundo ele, os sacrifícios "serão maiores se escolherem sair".

"É de interesse de todos que a Grécia continue na zona do euro respeitando seus compromissos de reforma", ressaltou, após reconhecer "os sacrifícios" que o povo grego fez. "Os líderes europeus entendem a necessidade de proporcionar ajuda, se o povo grego escolher permanecer na zona do euro (...), mas o povo grego também precisa reconhecer", acrescentou o presidente americano, "que seus sacrifícios seguramente serão piores se optarem por sair da zona do euro".

A Grécia realizará no dia 17 de junho eleições gerais nas quais estará em jogo o apoio popular ao segundo pacote de resgate negociado com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Sem o pacote, o país se veria obrigado a suspender pagamentos e abandonar a moeda única europeia.

Em seu pronunciamento, Obama também reivindicou aos dirigentes europeus "ações claras, o mais rápido possível, para injetar capital nos bancos enfraquecidos", e disse que os governantes "compreendem a seriedade da situação".

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