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Medida acontece depois que a Fitch Ratings reduziu a nota do crédito soberano do País, destacando a fragilidade da Espanha ao contágio da crise da dívida no bloco econômico

A Espanha deve pedir ajuda europeia aos bancos do país no fim de semana para evitar a piora dos problemas no mercado, tornando-se o quarto e maior país a buscar assistência desde que a crise da dívida da zona do euro começou, disseram fontes da Alemanha e da União Europeia.

Quatro autoridades da UE disseram que ministros das Finanças dos 17 países da região da moeda única realizarão uma conferência no sábado para discutir um pedido espanhol de pacote de ajuda, embora nenhum número tenha sido ainda determinado.

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O Eurogroup vai divulgar um comunicado após a reunião, disseram eles.

"O anúncio é esperado para o sábado à tarde", disse uma das autoridades da UE.

A medida acontece depois que a Fitch Ratings reduziu na quinta-feira o rating do crédito soberano de Madri em três notas, de A para BBB, destacando a exposição da Espanha à inadimplência e ao contágio da crise da dívida da Grécia.

"O governo da Espanha percebeu a seriedade de seu problema", disse uma autoridade alemã.

Ela acrescentou que um acordo tem que ser alcançado antes da eleição geral grega em 17 de junho, que pode causar pânico no mercado e levar Atenas a deixar a zona do euro se partidos contrários aos termos de um resgate do FMI e da UE vencerem.

As fontes da UE e da Alemanha falaram sob condição de anonimato devido à sensibilidade do assunto.

Em Madri, onde o gabinete espanhol realizava sua reunião semanal, uma porta-voz do governo disse que não estava ciente de nenhum anúncio sobre um resgate bancário.

Ela lembrou que o primeiro-ministro, Mariano Rajoy, tinha afirmado na quinta-feira que iria aguardar o resultado de duas auditorias externas neste mês antes de falar com a Europa sobre como recapitalizar os credores.

Em Bruxelas, o porta-voz da Comissão Europeia para assuntos econômicos e monetários, Amadeu Altafax, afirmou que não poderia confirmar que haveria uma teleconferência de ministros das Finanças e disse que a Espanha não fez nenhum pedido de ajuda. "Não há sinais de um pedido", afirmou.

A zona do euro tem estado sob forte pressão dos Estados Unidos e de outros importantes parceiros para tomar uma ação decisiva e assim impedir que a crise da dívida se espalhe e cause danos maiores à economia mundial.

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