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Presidente do Banco Central dos EUA disse que a instituição está pronta para proteger a economia do país, mas não anunciou as novas medidas monetárias esperadas pelo mercado

Ben Bernanke diz que o Fed está monitorando riscos da crise europeia
AP
Ben Bernanke diz que o Fed está monitorando riscos da crise europeia

O presidente do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA), Ben Bernanke, disse nesta quinta-feira que a instituição está pronta para proteger a economia do país se os problemas financeiros aumentarem, mas deu poucos sinais de que seria iminente o anúncio de novas medidas de estímulo monetário.

Bernanke declarou ao Congresso que o Fed estava monitorando de perto os "riscos significativos" da dívida e da crise bancária na Europa para a recuperação dos EUA.

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Ele disse que a questão central para o Fed é verificar se o crescimento é suficiente para resultar em progresso na diminuição da taxa de desemprego nos EUA e acrescentou que o banco tem opções que pode considerar. Disse ainda que o Fed não tomou nenhuma decisão sobre se efetuará alguma nova compra adicional de bônus, mas que nada está fora da mesa.

Para Bernanke, o Fed tem ferramentas para conseguir maior acomodação na economia, e dar apoio, mesmo considerando que as taxas de juros já estão muito baixas.

Mas para mercados financeiros sedentos por dicas sobre a perspectiva de uma terceira rodada de compras de títulos por parte do Fed, o depoimento de Bernanke perante o Comitê Econômico Conjunto provavelmente desapontou. Muitos economistas de bancos importantes estão esperando que o Fed adote novas políticas em sua reunião de 19 e 20 de junho.

"O Federal Reserve continua preparado para tomar as medidas necessárias para proteger a economia dos EUA no caso de as tensões financeiras sofrerem uma escalada", disse Bernanke no depoimento previamente preparado.

Os dados fracos sobre o emprego nos EUA, divulgados na semana passada, e mais a escalada da crise na zona do euro elevaram a especulação de que o FED irá novamente agir para dar apoio à frágil recuperação da economia norte-americana.

Ainda assim, o tom de Bernanke estava longe de indicar uma crise. Na realidade, ele parecia de certo modo otimista sobre as perspectivas. "Apesar das dificuldades econômicas na Europa, a demanda por exportações dos EUA se manteve boa", disse ele.

Os comentários de Bernanke contrastaram fortemente com os da vice-presidente do Fed, Janet Yellen, que na quarta-feira à noite defendeu mais estímulo monetário para evitar o rico de desaceleração.

Bernanke não fez esse tipo de sugestão, mas ele disse aos congressistas que políticas fiscais mais apertadas prestes a entrar em vigor no ano que vem iriam "se for permitido que ocorram, representar uma séria ameaça à recuperação".

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