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Relatório trimestral do Banco para Pagamentos Internacionais indica que injeção de liquidez do Banco Central Europeu ajudou a reabrir mercados primários de títulos da dívida

A emissão de títulos de dívida internacional pelo mundo aumentou com força no primeiro trimestre deste ano em decorrência do impacto das injeções de liquidez com vencimento em três anos feitas pelo Banco Central Europeu (BCE), medidas que ajudaram a evitar uma crise de financiamento no setor bancário da Europa.

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É uma das conclusões do último relatório trimestral do Banco para Pagamentos Internacionais (BIS), publicado neste domingo. Segundo a entidade, sediada na Basileia (Suíça), a ação do BCE contribuiu para "reabrir os mercados primários de títulos da dívida para as instituições financeiras da zona do euro".

A emissão bruta global de títulos da dívida internacional atingiu US$ 2,562 trilhões, 40% a mais que no trimestre anterior. Trata-se do aumento mais forte desde o segundo trimestre de 2008. A emissão líquida de papéis da dívida internacional chegou a US$ 696 bilhões no primeiro trimestre, quantia que supera o montante de emissão líquida em todo o segundo semestre de 2011.

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Em seu relatório trimestral, o banco também alerta sobre o crescente pessimismo dos investidores em relação à crise da dívida soberana da Europa e em relação ao crescimento menor das economias asiáticas e dos Estados Unidos. 

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