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Primeiro-ministro espanhol disse que iniciativa de recuperar o banco teve como objetivo evitar colocar em risco todo o sistema financeiro do país

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, afirmou neste sábado que a nacionalização do Bankia, quarto maior banco do país, foi feita para recuperar o grupo e, posteriormente, vendê-lo, evitando, assim, colocar em risco todo o sistema financeiro do país.

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Em discurso no encerramento da 28ª edição do Círculo de Economia na cidade de Sitges, na Catalunha, Rajoy disse não ter "nenhuma dúvida" sobre a "imensa maioria" dos bancos do país. No dia 25 de maio, o Bankia pediu ajuda estatal de 19 bilhões de euros, que se somam aos 4,465 bilhões de euros já injetados, completando assim o saneamento do banco e tornando este o resgate mais caro da história financeira da Espanha.

Rajoy lembrou hoje que o que foi feito com o Bankia e outros bancos espanhóis foi similar ao ocorrido em outros países como Holanda, Reino Unido e Estados Unidos, cujos governos decidiram recapitalizar com fundos públicos algumas entidades financeiras com problemas.

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"Estatizamos o Bankia para saneá-lo e vendê-lo em seguida", afirmou o governante. Ele acrescentou que há países, como os Estados Unidos, que viveram uma situação similar e, após vender bancos estatizados, chegaram a ter lucro. 

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