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Chanceler alemã sinalizou que está aberta a novas medidas para impulsionar o crescimento na Europa

A chanceler Angela Merkel aplaudiu os acordos que conduziram a um aumento dos salários na Alemanha e sinalizou flexibilidade para adotar um imposto sobre transações financeiras neste sábado, num sinal de que está aberta a novas medidas para impulsionar o crescimento na Europa.

Um dia após a Alemanha dizer que é a favor de estender por um ano o prazo para que a Espanha reduza seu déficit a 3 por cento de seu Produto Interno Bruto (PIB), Merkel enviou a mensagem de que está disposta a ceder às exigências do Partido Social-Democrata (SPD, na sigla em alemão), de oposição, e de parceiros europeus em outras áreas.

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Mas ela mais uma vez rejeitou a ideia de que a emissão conjunta de bônus para toda a zona do euro é uma solução para a crise, e disse que deveria ser possível processar países que violem regras fiscais no Tribunal de Justiça da União Europeia.

Os comentários, que ocorreram numa conferência de seu partido, a União Democrata Cristã, em Berlim, mostram que ela está pronta para dar ouvidos a pedidos de que a Alemanha tome mais medidas com o objetivo de incentivar o crescimento, mas quer que outros países da zona do euro aceitem abrir mão de soberania sobre seus orçamentos, em troca.

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"Você não pode pedir eurobônus se não está preparado para, então, dar os próximos passos em direção a uma integração mais próxima", disse. "Não seremos capazes de criar uma moeda bem-sucedida dessa maneira".

Em um aceno ao SPD, que está ameaçando atrasar a aprovação do novo pacto sobre disciplina fiscal de Merkel, ela disse que pela primeira vez está aberta à introdução de um imposto sobre transações financeiras nos estados da zona do euro que apoiam sua criação.

Merkel elogiou os acordos que conduziram a salários relativamente altos para trabalhadores alemães neste ano, aumentos que economistas acreditam que impulsionarão o consumo doméstico na maior economia da Europa.

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