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Índice PMI recuou para 45,1 em maio ante 45,9 em abril, o menor nível desde junho de 2009

O setor industrial da zona do euro registrou em maio o ritmo mais forte de contração em quase três anos, conforme a crise da dívida afeta a confiança e novas encomendas continuam a recuar, mostrou nesta sexta-feira o Índice de Gerentes de Compra (PMI, em inglês) do instituto Markit.

Uma contração que começou na periferia da região está se espalhando pelas maiores economias do bloco como Alemanha e França, mostrou a pesquisa, sugerindo que o setor -responsável por grande parte da recuperação da última recessão- vai pesar sobre o crescimento.

O PMI recuou para 45,1 em maio ante 45,9 em abril, pouco acima de uma leitura preliminar mas registrando a menor leitura desde junho de 2009.

O indicador tem ficado há 10 meses abaixo da marca de 50, que separa crescimento de contração, e o índice de produção recuou de 46,1 em abril para 44,6 em maio, também o menor desde junho de 2009.

"Os dados sugerem que o setor está contraindo a uma taxa trimestral de cerca de 1 por cento, sugerindo que a indústria será um importante peso sobre o crescimento econômico no segundo trimestre", disse o economista-chefe do Markit, Chris Williamson.

"Todos os quatro maiores países da zona do euro estão agora reportando contrações agudas em seus setores industriais", acrescentou.

Dados da Alemanha -maior economia da Europa e cuja força impediu que a zona do euro entrasse em recessão no primeiro trimestre- e da França mostraram que seus setores industriais contraíram no ritmo mais rápido em quase três anos.

As indústrias da Itália contraíram pelo 10o mês seguido, e na Espanha o PMI caiu abaixo do da Grécia e registrou a menor leitura de todos os países pesquisados.

"As indústrias da zona do euro reportaram uma aguda contração em maio, indicando que o dano à economia real provocado pela crise financeira e política da região continua a se espalhar."

O subíndice de novas encomendas recuou pelo 12o mês seguido em maio, atingindo a mínima de seis meses de 42,6 ante 43,5 em abril, uma vez que as encomendas de exportação continuam a cair.

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