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BRASÍLIA - Estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgado nesta quinta-feira, mostra que a crise financeira, desencadeada em agosto, representa uma das maiores ameaças para a economia mundial na história moderna. O documento intitulado O Relatório sobre o Trabalho no Mundo 2008: Desigualdade de Renda na era das Finanças Globais indica ainda que a restrição do crédito e o colapso do mercado de valores começam a afetar os investimentos das empresas, os rendimentos dos trabalhadores e o emprego.

O estudo examinou elementos como o salário e o crescimento em mais de 70 países desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento e sugere medidas de longo prazo para diminuir as desigualdades.

Segundo o levantamento do Centro de Pesquisas da OIT, o emprego mundial aumentou em 30% entre o início dos anos 1990 e 2007, mas isso não significou redução das desigualdades. "Em 51 dos 73 países para os quais existem dados disponíveis, a participação dos salários como parte do total da renda diminuiu nas duas últimas décadas", aborda o estudo. A maior queda, de 13 pontos percentuais, ocorreu na América Latina e no Caribe. Logo atrás estão a Ásia e o Pacífico (-10 pontos percentuais).

De acordo com a OIT, na comparação com períodos anteriores de expansão, os trabalhadores receberam uma cota menor dos frutos do crescimento econômico. "Uma vez que a participação dos salários na renda nacional diminuiu na grande maioria dos países para os quais se dispõe de dados". A organização alerta que a desaceleração da economia mundial pode afetar " de maneira desproporcional os grupos de baixa renda".

De acordo com o estudo, os países analisados estão "preocupados" com as excessivas desigualdades e mantêm organismos "fortes de proteção social". E essa é a melhor forma, segundo a OIT, de "progredirem não somente em termos de emprego mas também na restrição da tendência ao aumento das desigualdades econômicas".

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