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Primeiro-ministro espanhol quer “ficar de olho na situação econômica internacional”

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Zapatero adia férias para “ficar de olho na situação econômica internacional”
Reuters
Zapatero adia férias para “ficar de olho na situação econômica internacional”
No dia em que deixaria Madri para passar férias com a família no sudoeste da Espanha, o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero teve de mudar os planos após a subida repentina dos custos da dívida espanhola nesta terça-feira.

O custo da dívida espanhola subiu 4,04 pontos percentuais acima dos custos da dívida da Alemanha, um recorde desde a implantação do euro, em 1999. O mesmo ocorreu com os papéis emitidos pelo governo da Itália, que subiu 3,74 pontos percentuais.

O porta-voz do governo espanhol disse que Zapatero decidiu adiar as férias para “ficar de olho na situação econômica internacional”.

A desconfiança dos investidores veio em péssima hora para o governo, que planejava fazer uma nova oferta de títulos na próxima quinta-feira, a fim de levantar 3,5 bilhões de euros (cerca de R$ 7,8 bilhões).

O euro também registrou desvalorização recorde frente ao franco suíço, moeda considerada segura em tempos de tormenta econômica.

Custos altos

Apesar do segundo pacote resgate à Grécia, aprovado em julho, os investidores continuam a temer que outros países da zona do euro não consigam honrar o pagamento de suas dívidas.

Além dos gregos, Irlanda e Portugal já tiveram de receber ajuda da União Europeia.

Nas últimas semanas, são os indicadores econômicos da Espanha e da Itália que têm atemorizado investidores e autoridades europeias.

A Itália tem a maior dívida soberana da Europa em montante absoluto. Em valores relativos, só fica atrás da Grécia.

A alta no custo da dívida de Espanha e Itália significa, na prática, maior dificuldade para estes países conseguirem negociar seus títulos públicos, uma vez que o percentual de juros a ser pago aos credores será maior. Isso gera um círculo vicioso, já que resulta em um maior endividamento do país.

Se por um lado aumenta o custo da dívida italiana e espanhola, a Alemanha, que tem a economia mais sólida da Europa, viu o o custo de sua dívida cair abaixo da inflação, no menor nível desde a reunificação do país, em 1990. A explicação é a busca por mais segurança por parte dos investidores.

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