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Presidenta culpa países ricos por "novas e perversas formas de protecionismo"

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Ao receber nesta quarta-feira o titulo de doutora honoris causa, na Universidade de Nova Délhi, a presidente Dilma Rousseff falou dos objetivos comuns de Brasil e Índia em combater a miséria e trabalhar pelo desenvolvimento, e da grave crise financeira que "ainda provoca preocupação, pelo impacto que tem sobre as perspectivas de crescimento global".

Presidenta Dilma recebe título doutora honoris causa da Univerisade de Nova Delhi, na Índia
Roberto Stuckert Filho/Presidência da República
Presidenta Dilma recebe título doutora honoris causa da Univerisade de Nova Delhi, na Índia

Dilma lembrou que a crise teve origem no mundo desenvolvido e que ela não será superada por meio de meras medidas de austeridade, consolidação fiscal e desvalorização da força de trabalho, "menos ainda por meio de políticas expansionistas que ensejam uma guerra cambial e introduzem no mundo novas e perversas formas de protecionismo". 

No texto previamente elaborado e distribuído pela universidade, em inglês, para os que participavam da cerimônia, a presidente citou "o tsunami monetário" provocado pelas políticas expansionistas. Mas ao discursar, omitiu a expressão. 

Dilma voltou a defender "a reforma das instituições de governança global, inclusive o conselho de segurança da ONU". Para ela, a necessidade da presença permanente do Brasil e da Índia nos organismos e fóruns que deliberam sobre a paz e a segurança global é hoje um consenso entre aqueles que prezam o multilateralismo."É difícil imaginar algum debate internacional, alguma instância de discussão, em que a opinião de Índia e Brasil não sejam valorizadas e, mesmo, demandadas." Na opinião da presidente, a participação ativa dos dois países nos grandes debates internacionais contribui para tornar a governança global mais democrática, legítima e eficaz". 

Segundo Dilma, Brasil e Índia serão chamados, cada vez mais, "a desempenhar um papel central no encaminhamento das principais questões da agenda internacional". Para a presidente, "o crescente peso de nossas economias reforça nossa credibilidade e acentua o potencial de nossa cooperação bilateral e inserção internacional".

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