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Decisão do BC argentino também impõe limite de até US$ 500 por turista e por estadia e faz parte do controle sobre compra de divisas que o governo vem adotando nos últimos meses

Agência Estado

A partir desta sexta-feira os bancos privados e as casas de câmbio da Argentina estão proibidos de operar nos aeroportos internacionais do país, conforme circular distribuída pelo Banco Central da República Argentina (BCRA), na quinta-feira (6) à noite. Para evitar operações com cotações e volumes não permitidos pela Receita Federal, somente os bancos públicos poderão operar nos aeroportos.

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A decisão do BC também impõe limite de até US$ 500 por turista e por estadia. A medida faz parte do estrito controle sobre a compra de divisas que o governo de Cristina Kirchner vem adotando nos últimos meses. O BC argumentou que foram detectadas "práticas abusivas que afetam os turistas que entram na Argentina".

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A imprensa local havia denunciado que os turistas estavam sujeitos a uma cotação inferior ao valor do dólar oficial, que gira em torno de 4,65 pesos por unidade. O dólar paralelo está sendo negociado por valor próximo a 6,37 pesos, enquanto as operações com o chamado dólar turismo nos aeroportos podiam ser fechadas com uma cotação inferior a 4 pesos por dólar.