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Presidenta argentina minimiza ausência de mulheres na diretoria da recém-nacionalizada YPF dizendo que atividade é masculina; no Brasil, mulheres ocupam postos-chave no setor

A presidente argentina, Cristina Kirchner, minimizou nesta terça-feira a importância da ausência de mulheres na nova diretoria da recém-nacionalizada petrolífera YPF porque, segundo ela, "o petróleo é mais coisa de homens".

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A presidente, que não costuma poupar alusões a sua condição de mulher e de viúva do ex-presidente Néstor Kirchner em seus discursos públicos, justificou a ausência de mulheres na diretoria da empresa argentina pela dureza da atividade petrolífera.

"O petróleo é mais coisa de homens. É preciso conhecer um campo petrolífero, estar em um campo petrolífero, com essas temperaturas. Hoje, por exemplo, havia temperaturas de 15 graus abaixo de zero", comentou Cristina durante a apresentação do plano estratégico da YPF, desapropriada do grupo espanhol Repsol. "É uma tarefa muito forte, difícil". Cristina Kirchner, primeira presidente mulher escolhida nas urnas na Argentina, sucedeu seu marido no poder em 2007 e foi reeleita em 2011 com contundentes 54% dos votos. EFE mar/sa

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