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Atividade manufatureira do país é a pior em dois anos; volume de novas encomendas segue em queda

A atividade manufatureira dos Estados Unidos teve o menor crescimento dos últimos dois anos em julho, com o volume de novas encomendas caindo, algo perturbador para a economia vacilante.

O índice das fábricas norte-americanas, medido pelo Instituto para Gestão do Fornecimento (ISM), caiu de 55,3 em junho para 50,9 no mês passado, o menor nível desde julho de 2009.

Economistas esperavam uma leitura de 54,9, sendo que qualquer número abaixo de 50 indica contração no setor manufatureiro.

A economia dos EUA ficou quase estagnada no primeiro semestre do ano, segundo dados do governo divulgados na sexta-feira, com a produção crescendo a uma morna taxa anual de 1,3% no segundo trimestre, após avançar apenas 0,4% no período anterior.

O relatório do setor manufatureiro sugere que a tão esperada recuperação do crescimento no segundo semestre será provavelmente frágil.

A atividade do mês passado foi limitada pelo baixo volume de novas encomendas, cujo índice caiu de 51,6 para 49,2 -- o menor patamar em dois anos. O componente de preços caiu de 68,0 para 59,0 e o componente de emprego recuou de 59,9 para 53,5.

Outro relatório, do Departamento de Comércio, mostrou que o gasto com construção nos EUA aumentou 0,2%, para uma taxa anual de US$ 772,32 bilhões. O total de maio foi revisado de um declínio de 0,6% para um acréscimo de 0,3%.

Economistas previam estabilidade para junho. A construção diminuiu 4,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O investimento privado em construção subiu 0,8%, para a máxima em sete meses, com um aumento nas estruturas não residenciais ofuscando o segundo mês de declínios em projetos de moradias.

O gasto com projetos públicos de construção caiu 0,7%, para US$ 278,91 bilhões, o menor nível desde março de 2007. O declínio reflete o gasto fraco em projetos federais, que diminuiu 2,2%.

O gasto dos governos estaduais e locais caiu 0,6%, para o menor patamar desde novembro de 2006.

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