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Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,2% em ambos os casos, segundo dados divulgados pelo escritório estatístico Eurostat

A recuperação econômica na União Europeia (UE) e na zona do euro foi freada no segundo trimestre do ano, período no qual o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,2% em ambos os casos, segundo os primeiros dados divulgados nesta terça-feira pelo escritório estatístico Eurostat.

No trimestre anterior, a economia dos países da zona do euro e da UE havia se expandido 0,8%. Entre abril e junho, no entanto, o ritmo se desacelerou de forma generalizada, sobretudo nas grandes economias do euro, que ou não cresceram, como a França, ou tiveram alta bastante moderada, como a Alemanha (0,1%), Itália (0,3%) e Espanha (0,2%).

No caso da economia alemã, a maior potência do continente, a desaceleração do crescimento foi uma surpresa, visto que as previsões apontavam para uma alta de pelo menos 0,5%.

No primeiro trimestre do ano, os bons dados alemães (+1,3%) e franceses (+0,9%) tinham empurrado o crescimento para cima, uma aceleração da recuperação que não teve continuidade nos últimos meses.

Os melhores números do segundo trimestre na Europa foram os da Letônia (2,2%), Estônia (1,8%), Finlândia (1,2%) e Suécia (1%), enquanto junto à França outros países como Portugal e Hungria ficaram estagnados.

Outras economias de peso da UE como a do Reino Unido e da Holanda cresceram, mas de forma muito tímida, com 0,25% e 0,1%, respectivamente.

Irlanda e Grécia, dois países em dificuldades que se viram obrigados a solicitar um resgate por parte de seus parceiros europeus, não têm dados disponíveis até o momento.

Em termos anualizados, o PIB aumentou no segundo trimestre 1,7% tanto na UE como na zona do euro, contra a alta de 2,5% que havia sido registrada nos primeiros três meses do ano. Por países, o PIB alemão cresceu 2,8% no segundo trimestre com relação ao mesmo período do ano anterior, um dado que contrasta com o crescimento anualizado de 4,6% entre janeiro e março.

A economia francesa se expandiu em um ano 1,6%, enquanto a italiana e a espanhola ficaram em 0,8% e 0,7 %, respectivamente. Fora da zona do euro, o Reino Unido também registrou uma alta de 0,7% em 12 meses.

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