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O setor nunca havia recebido nenhum benefício, este é o primeiro, disse o presidente da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), Ilídio Gonçalves dos Santos, após reunir-se em Brasília com representantes do Codefat e do Banco do Brasil. Segundo ele, o programa total pode chegar a R$ 2,5 bilhões, mas a liberação ocorrerá em parcelas de R$ 200 milhões.

Santos informou que uma nova linha para o financiamento ao consumidor, com juros mensais de 1,55%, deve ser aprovada hoje. "Faltava definir quem será o agente, se o BB ou o Votorantim."

O segmento de carros usados gera 250 mil empregos diretos e movimenta R$ 170 bilhões por ano, segundo Santos. A Fenauto, que tem 10 mil associadas de um total de 42 mil lojas, reivindicava juros mais baixos e prazos mais longos, mas ainda assim considerou a medida uma vitória. As vendas de usados despencaram 40% desde outubro e muitas lojas foram fechadas. Para obter o crédito, o lojista tem de ser filiado à Fenauto e se comprometer em manter o nível de emprego.

O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de São Paulo, Ricardo Patah, considerou que seria mais conveniente a garantia de emprego, pois a rotatividade no setor é elevada. O sindicato fez em janeiro 431 homologações de funcionários de revendas só na cidade de São Paulo. "Em janeiro de 2008 foram 160 homologações."

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