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BRASÍLIA - Com forte demanda, a Caixa Econômica Federal prevê para a semana que vem o início da liberação do crédito para capital de giro das construtoras. O vice-presidente de Governo da instituição, Jorge Hereda, negou, porém, ter em vista a compra de ativos de empresas do setor.

Segundo ele, não há risco de quebra na construção civil. "O problema do setor não é de solvência, mas de liquidez", comentou, "e é isso o que o governo está tentando suprir".

"A situação está melhor do que se diz", continuou. "Está todo mundo com o pé no chão, revendo planos de lançamentos para garantir um crescimento sustentado daqui pra frente", diante da crise financeira internacional, explicou Hereda.

Ele contou que desde a semana passada, quando o governo anunciou medida provisória criando uma linha de R$ 3 bilhões para injeção nas incorporadoras, "não faz outra coisa" a não ser atender pedidos de empréstimos das incorporadoras.

Na verdade, disse o executivo, a Caixa tem até R$ 4 bilhões para os empréstimos de capital de giro do setor. Mas vai priorizar projetos habitacionais já lançados e em andamento. Só depende, agora, de regulamentação da MP.

Ele disse também que a Caixa segue emprestando também as suas linhas orçamentárias para o crédito imobiliário, cuja contratação somou R$ 18,2 bilhões no fim de outubro e deve chegar a R$ 22 bilhões ao fim de 2008.

Hereda criticou outros bancos, que por causa da crise, pararam de liberar recursos ao setor imobiliário e ao comprador da casa própria. "Muita gente botou o pé no freio, e vai perder mercado, com certeza", afirmou ele.

A presidenta da Caixa, Maria Fernanda Coelho, não quis comentar a exigência da oposição no Congresso, que quer limitar a dois anos a permissão para que o Banco do Brasil e a Caixa comprem bancos sem licitação, além de participação acionária em construtoras pela Caixa, prevista na MP 443. Segundo ela, " é uma questão a ser resolvida pelos políticos " .

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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