Tamanho do texto

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, deu a entender hoje que o seu sucessor no cargo deverá ser o chefe de gabinete do ministério, José Artur Filardi Leite. Costa afirmou, porém, que a decisão final ainda será tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião marcada com o ministro para às 19h de hoje.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, deu a entender hoje que o seu sucessor no cargo deverá ser o chefe de gabinete do ministério, José Artur Filardi Leite. Costa afirmou, porém, que a decisão final ainda será tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião marcada com o ministro para às 19h de hoje. "Está muito bem encaminhado. É uma pessoa de casa, conhecida e certamente vai poder continuar todo o nosso trabalho", disse há pouco o ministro, antes de participar de homenagem feita pelos funcionários do ministério para sua despedida do cargo. Hélio Costa deixará o ministério das Comunicações amanhã para disputar o governo de Minas Gerais. Além de Filardi, a outra opção que vinha sendo cogitada no governo era a do conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Antônio Bedran, que é considerado um técnico qualificado, com conhecimento do setor. Ao ser questionado se Bedran poderia se enquadrar também nos critérios ditos por Hélio Costa, como "uma pessoa de casa e conhecida", Costa respondeu: "O presidente me pediu para aguardar até que nós pudéssemos conversar hoje à noite. Não fica bem eu falar antes". Um dos pontos que tem pesado contra a indicação de Filardi é o fato de a esposa dele, Patrícia Leite, ser proprietária da Rádio Sucesso, em Barbacena (MG), que foi transferida para ela pelo próprio ministro Hélio Costa, antigo proprietário. O ministro disse que isso não é impedimento para que seu chefe de gabinete possa assumir o ministério. Segundo ele, o assunto já foi submetido à Comissão de Ética Pública da presidência. "E não existe absolutamente nenhum inconveniente. Até pelo fato de que ele (Filardi) não é detentor de nenhuma cota da rádio que foi passada para a esposa dele. O documento (da Comissão de Ética) é muito claro", afirmou. Ao ser questionado se o nome do conselheiro Bedran já estava descartado, o ministro respondeu: "Acho que a Anatel precisa do Bedran".
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.