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CORREÇÃO-EUA insistem em plano cambial e comercial no G20

(Corrige 7o parágrafo para excluir da lista a Índia, que tem déficit)

Por Gernot Heller e Tetsushi Kajimoto

GYEONGJU, Coreia do Sul (Reuters) - Os Estados Unidos procuraram conduzir os relutantes líderes financeiros mundiais na reunião do G20 a um acordo que faria os países emergentes reduzirem o superávit em conta corrente e permitirem a valorização de suas moedas.

As autoridades financeiras do G20 deram início a uma série de reuniões nesta sexta-feira, com nações em desenvolvimento e o Japão dispensando propostas que, segundo os EUA, têm o objetivo de neutralizar tensões que poderiam causar guerras cambiais.

Em carta ao G20 obtida pela Reuters, o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, disse que "países com superávits persistentes deveriam comprometer-se a políticas estruturais, ficais e cambiais para impulsionar as fontes domésticas de crescimento".

Em troca, países que têm grandes déficits orçamentários e comerciais, como os EUA, adotariam "metas fiscais sustentáveis de médio prazo".

As propostas de Geithner já foram rejeitadas por países como Índia e Japão, e os mercados não acreditam que será alcançado um acordo universal para lidar com os desequilíbrios econômicos globais e combater as tentativas unilaterais de enfraquecer moedas.

Uma fonte financeira que encontrou Geithner na Coreia do Sul disse que o secretário havia pedido que os países limitassem os superávits ou déficits em conta corrente a 4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), algo que poucos membros do G20 pareciam dispostos a aceitar.

China, Arábia Saudita e Rússia têm amplos superávits, enquanto os EUA estão em déficit.

A carta de Geithner não fez referência ao comunicado final sobre acordos cambiais.

Ele disse, porém, que as nações do G20 "deveriam se comprometer a refrear políticas cambiais criadas para conseguir vantagem competitiva ao enfraquecer as moedas ou impedir a apreciação de uma moeda subvalorizada."

Muitas autoridades de países emergentes são contrários a permitir uma apreciação substancial de suas moedas, e culpam a má administração financeira dos EUA, acusando-o de desvalorizar o dólar ao inundar os mercados com liquidez através de estímulos monetários.

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