Tamanho do texto

Uma incorreção no material de divulgação do balanço da BR Distribuidora levou a informações incorretas na nota veiculada anteriormente. Quando cita que teve um crescimento nas vendas de 8,6%, a BR considerou apenas os seus resultados, que passaram a contar com as vendas da Alvo (empresa derivada da compra da Ipiranga em 2007) a partir de março.

Para fazer a comparação, a empresa excluiu a Alvo do mercado de 2008 e os dois primeiros meses deste ano. Por isso, a larga diferença. A segunda informação incorreta foi que, durante a entrevista coletiva, a tabela apresentada pelo presidente da empresa, José Lima de Andrade Neto, referia-se aos volumes da BR e da Alvo (antes e depois da incorporação) durante todo o período de janeiro a setembro e não somente os meses após ele se tornar parte da companhia. Segue a nota corrigida:

A BR Distribuidora obteve um lucro de R$ 1,125 bilhão nos primeiros nove meses de 2009, 9,4% maior em relação ao mesmo período em 2008, divulgou hoje a subsidiária da Petrobras no Rio. A receita líquida no mesmo período foi de R$ 40 bilhões, ante R$ 39,4 bilhões de janeiro a setembro de 2008, um aumento de 1,4%. A companhia não divulgou o lucro trimestral.

Segundo a BR, suas vendas de janeiro a setembro atingiram 28,086 bilhões de litros, volume 0,5% menor do que no mesmo período no ano passado. O mercado global de combustíveis cresceu 0,7% no mesmo período. De acordo com a BR, a companhia sofreu com a queda nas vendas de diesel e óleo combustível para térmicas que não foram acionadas este ano. Como a empresa é a que fornece basicamente todo o combustível para estas usinas termelétricas, o maior impacto desta queda nas vendas foi sobre os seus resultados.

O lucro da empresa, porém, foi beneficiado diretamente pela incorporação da Alvo, desde março. Se comparado com o mesmo período no ano passado, a empresa cresceu com a Alvo 8,6% em vendas em relação ao mesmo período de 2008.

Ainda segundo a BR o desempenho da companhia no acumulado de janeiro a setembro foi auxiliado pela relação entre as vendas totais e o controle de custeio efetuado na empresa. Durante todo o ano de 2008, os gastos ficaram em R$ 2,225 bilhões, ante R$ 1,756 bilhão no acumulado em 2009.

A empresa ainda teve acréscimo na venda global de derivados, especialmente no mercado de álcool, onde cresceu 32% ante o mesmo período em 2008.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.