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Quito, 4 out (EFE) - O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou hoje que a crise financeira dos Estados Unidos é grave e representa, em sua opinião, o colapso de um sistema. O que acontece nos Estados Unidos é muito grave, não é uma crise qualquer, acho que, na realidade, é o colapso de todo um sistema, de décadas de distração, disse Correa em seu programa semanal de rádio. Para Correa, trata-se do fim de uma era. Por isso, considerou necessário rever as coisas.

É preciso se sentar para ver o que é preciso mudar. Não se deve se limitar apenas a dar US$ 700 bilhões, mas a ver o que é preciso reformar, porque isto não funciona mais".

Ele destacou que, nos últimos dias, se reuniu com sua equipe econômica para discutir a crise financeira dos Estados Unidos, "o grande fracasso do capitalismo mundial, o papelão em que caiu a economia de mercado mais desenvolvido de mundo", acrescentou.

"O Governo dos Estados Unidos, ou seja, os contribuintes americanos, tem que pagar pela má conduta dos banqueiros e realiza o maior resgate bancário da história da humanidade", afirmou Correa, ao lembrar que, no Equador, também houve uma intervenção nos bancos em 1999.

Ao se referir aos possíveis efeitos, para o país, da crise financeira nos Estados Unidos, Correa, que defende o Socialismo do Século XXI, indicou que, "em nível fiscal, a única conseqüência vai ser que o financiamento será um pouco restringido".

Em nível financeiro, disse que, "a princípio", também não há problemas, apesar de os bancos terem mais de US$ 4 bilhões fora do país.

Correa destacou que, a nível produtivo, os "golpeados" são os setores que não diversificaram mercados, entre os quais identificou a floricultura e os produtores de cacau e camarão.

"Ainda é muito cedo para ver todos os efeitos da crise", disse, ao pedir tranqüilidade, e acrescentou que estão sendo adotadas todas as medidas do caso para proteger o país das eventuais conseqüências negativas da crise financeira dos Estados Unidos. EFE sm/db

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