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SÃO PAULO - Agosto termina e setembro começa com uma carregada agenda de indicadores

. Por aqui, o foco recai na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a taxa básica de juros na quarta-feira. Embora o consenso seja de estabilidade do juro básico, o mercado de juros futuros mostra chance de 50% de redução da Selic, que vale 12,50%. A semana também reserva o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre. Nos Estados Unidos, o ponto alto é a divulgação dos dados sobre a criação de empregos em agosto. Resultados abaixo do previsto podem aumentar a pressão para o Federal Reserve (Fed), banco central americano, lançar novas medidas de estímulo, que, segundo o presidente do Fed, Ben Bernanke, serão avaliadas na reunião de 20 e 21 de setembro. Na Europa, merecem atenção os indicadores de atividade na indústria, ta axa de desemprego e a inflação em julho. A semana abre com o Boletim Focus, do Banco Central (BC) brasileiro, e a variação nas expectativas de inflação e crescimento. Nos EUA, saem dados sobre a renda e gasto do americano, que devem mostrar alta de 0,3% e 0,5%, respectivamente, na passagem de junho para julho. Também é conhecido o índice de atividade do Fed de Dallas. Amanhã, é destaque a ata da reunião de agosto do Fed. Os agentes buscarão no documento quais ferramentas de estímulo foram discutidas durante o encontro que terminou com um aceno de que o juro básico seguirá próximo de zero até meados de 2013. Por aqui, a Fundação Getulio Vargas (FGV) traz o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de agosto. Na quarta, a ADP, empresa que processa folhas de pagamento, mostra a criação de vagas no setor privado dos EUA. No front local, chama atenção a produção industrial de julho. À noite, o Copom apresenta sua decisão. A quinta-feira, que marca a abertura do mês de setembro, guarda a reação dos agentes à reunião do Copom e o índice de atividade industrial nos EUA referente ao mês de agosto. A semana acaba com os dados oficiais sobre o mercado de trabalho nos EUA, com o desempenho do PIB do Brasil no segundo trimestre e com a inflação ao produtor na zona do euro. (Eduardo Campos | Valor)