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A Dinamarca conseguiu irritar os delegados de outros países ao apresentar um documento com o intuito de ser a base de um acordo global sobre clima. Seu objetivo era evitar que o fracasso da negociação aconteça no solo dinamarquês.

O material foi apresentado pela primeira vez de forma sigilosa durante a reunião pré-Copenhague, na semana passada, e desde então tem sido bastante criticado.

Para o embaixador brasileiro Sergio Serra, o documento é "desequilibrado", já que não leva em conta o que ficou estabelecido na conferência do Clima de Bali, em 2007, nem traz soluções sobre as questões de financiamento. Para José Miguez, do Ministério de Ciência e Tecnologia, o texto é ruim porque coloca fortemente a visão dinamarquesa e não foi construído em conjunto pelos países.

"Agora recolheram o documento, então é como se ele não existisse. Mas eu diria que está adormecido", disse Serra. A presidente da COP 15, Connie Hedegaard, negou ontem a jornalistas a existência do texto.

A ONG Vitae Civilis declarou que o documento apresenta um acordo "politicamente vinculante" e não "juridicamente vinculante", o que significaria que a Dinamarca tomou partido dos países que não querem se comprometer com um acordo.

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