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Porto Alegre, 16 - A Coopercentral Aurora espera ser a primeira indústria brasileira a fornecer carne suína à União Europeia. A unidade de Chapecó (SC) foi inspecionada por técnicos europeus em outubro do ano passado e recebeu aval para vender ao bloco, mas antes terá de corrigir uma inconformidade apontada pelo importador, explicou o presidente da Aurora, Mário Lanznaster.

O bloco não aceita o uso de ractopamina na ração animal, um estimulante do crescimento adotado no Brasil, Estados Unidos e outros países produtores, que é inofensivo à saúde humana, disse Lanznaster. Para atender à exigência, a Aurora fornecerá ração especial aos produtores integrados e irá designar dias específicos de abate no frigorífico para assegurar a rastreabilidade da carne destinada à Europa. O sistema será adotado com acompanhamento do Ministério da Agricultura e da Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina).

A Europa é exportadora de carne suína, mas deverá comprar carne do Brasil, processar e vender a outros destinos, calculou o dirigente. A meta da Aurora também é vender ao Japão e Coreia do Sul. A Coreia enviará em abril uma missão técnica a Santa Catarina, que visitará a Aurora. Santa Catarina conta com a vantagem de ser área livre de aftosa sem vacinação, uma exigência dos europeus para importar carne suína, lembrou Lanznaster. "Acredito que antes do final do ano começaremos a vender", disse. O Japão também deve enviar uma missão ao Estado, entre abril e maio.

Em Chapecó, a Aurora abate 4,6 mil cabeças de suínos por dia. A planta tem 2,3 mil funcionários e área construída de 39 mil metros quadrados. A unidade está credenciada a exportar para África do Sul, Albânia, Argentina, Cingapura, Cuba, Equador, Hong Kong, Paraguai, Rússia, Ucrânia e Uruguai, entre outros mercados.

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