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Resultado foi pressionado pela alta da taxa Selic, a valorização do câmbio e o aumento da inflação

A taxa Selic em alta, o câmbio valorizado e o aumento da inflação contribuíram para a apropriação de juros da dívida pública em valores recordes. Foram R$ 22,17 bilhões em maio, o maior valor mensal da série iniciada em 2001, com R$ 100,7 bilhões no acumulado do ano e R$ 219,77 bilhões nos 12 meses, ambos recordes, informou o Banco Central (BC).

Ao divulgar o resultado fiscal do mês passado, o chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, preferiu destacar que, de janeiro a maio, o setor público não financeiro já fez economia para o pagamento de juros da dívida em valor equivalente a 55% da meta do ano. Para uma meta nominal de R$ 117,9 bilhões, o superávit primário até maio ficou em R$ 64,8 bilhões. "O setor público está numa trajetória de pleno cumprimento da meta fiscal", comentou ele.

Em igual período de 2010, o governo tinha feito apenas 35% da meta de superávit primário, pouco acima dos 41% que fez em intervalo semelhante de 2009. O resultado deste ano teve a firme contribuição dos governos regionais, cujo superávit primário acumulado ficou em R$ 19,04 bilhões, o mais elevado da série.

Maciel destacou que os governadores ampliaram os cofres com o aumento da arrecadação do principal tributo estadual, o ICMS, que registrou alta real de 5,5% em 12 meses até maio. No acumulado de 12 meses até maio, o superávit primário ficou em R$ 126,6 bilhões, o melhor resultado nominal da série apurada pelo BC, equivalente a 3,29% do Produto Interno Bruto (PIB). O governo trabalha com uma correspondência de 3% do PIB para o resultado fiscal em 2011.

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