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No acumulado do ano, saldo negativo triplica em relação a 2009 e chega a US$ 35 bilhões

A conta de transações correntes - que mede todas as operações do País com o exterior – registrou déficit de US$ 3,9 bilhões (o equivalente a cerca de R$ 6,65 bilhões) em setembro, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira. No mesmo mês de 2009, a conta ficou negativa em US$ 2,452 bilhões.

O resultado veio dentro das estimativas de analistas do mercado financeiro, que esperavam um saldo negativo no intervalo de US$ 2,9 bilhões a US$ 4,5 bilhões. A mediana das previsões indicava um déficit de US$ 3,980 bilhões.

No entanto, no acumulado do ano o déficit praticamente triplicou, atingindo US$ 35,063 bilhões, ou 2,39% do Produto Interno Bruto (PIB). Em igual intervalo de 2009, o resultado tinha sido negativo em US$ 12,061 bilhões, ou 1,13% do PIB.

Em doze meses terminados em setembro, o déficit chega a US$ 47,304 bilhões, resultado equivalente a 2,40% do PIB brasileiro. Nos 12 meses imediatamente anteriores, foi verificado déficit de US$ 45,906 bilhões, ou 2,32% do PIB.

Os números abrangem dados da balança comercial, da conta de serviços e das transferências unilaterais do país. O resultado na conta corrente de setembro foi decorrente de déficit de US$ 5,172 bilhões na conta de serviços e rendas. Na balança comercial, houve superávit de US$ 1,092 bilhão. Foi verificado ainda ingresso de US$ 229 milhões nas transferências unilaterais correntes.

IED
A entrada de investimentos externos diretos (IED) líquidos no Brasil foi de US$ 5,391 bilhões em setembro, o dobro do previsto pelo Banco Central. No mesmo mês do ano passado, os ingressos líquidos de IED somaram US$ 1,816 bilhão.

No acumulado do ano, a entrada líquida foi de US$ 22,632 bilhões em IED, ou 1,54% do Produto Interno Bruto (PIB), ante ingresso de US$ 17,672 bilhões em mesmo período de 2009, o equivalente a 1,65% do PIB.

Em doze meses terminados em setembro, a entrada foi de US$ 30,909 bilhões (1,57% do PIB). No mesmo intervalo até agosto, os ingressos ficaram US$ 27,334 bilhões em investimentos estrangeiros diretos, o equivalente a 1,38% do PIB.

Os dados levam em conta também os empréstimos intercompanhias, aqueles feitos pela matriz da multinacional para a subsidiária brasileira. Além disso, abatem as remessas feitas por conta de ganho do capital investido.

Do total de entradas em setembro, o Banco Central informou que US$ 3,393 bilhões foram participação no capital. Foi contabilizada ainda entrada líquida de US$ 1,998 bilhão em empréstimos intercompanhias.
Quanto ao investimento brasileiro direto no exterior (IBD), a aplicação líquida foi de US$ 64 milhões em setembro de 2010. De janeiro a setembro, o IBD registrou saída líquida de US$ 5,641 bilhões.

( Com Valor )

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