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O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, previu ontem para este mês um ótimo desempenho de venda de automóveis no mercado interno. A expectativa é de que tenhamos um dos melhores meses da história.

Talvez o melhor."
Segundo ele, isso deve ocorrer por causa da antecipação das compras pelo consumidor para aproveitar as alíquotas reduzidas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que acabam no fim do mês. Além disso, março terá um grande número de dias úteis, o que deve colaborar para a obtenção da marca.

Schneider recomendou aos consumidores que "não deixem para comprar nos últimos dias do mês para eventualmente não ficarem restritos em suas opções de compra". O repasse do aumento das alíquotas de IPI, afirmou, será uma decisão de cada montadora.

De acordo com Schneider, a indústria automobilística se preparou para atender a essa demanda elevada aumentando os estoques nas fábricas e nas concessionárias. O estoque total na indústria e nas lojas em fevereiro ficou em 35 dias, com 256.705 unidades. Segundo ele, o estoque normal costuma ficar em cerca de 30 dias. Schneider já espera redução das vendas em abril e possivelmente também maio, mas não estimou o volume de queda.

Na terça-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a indústria automobilística deve fechar março com vendas de 310 mil unidades. As vendas de veículos em fevereiro foram as maiores da história para o mês (221 mil unidades). O primeiro bimestre também registrou a maior quantidade de licenciamentos para este período do ano (434,3 mil unidades). Já a produção no bimestre foi a segunda melhor para o período (499,5 mil unidades). O resultado só foi inferior ao do primeiro bimestre de 2008, com 507 mil unidades.

"Fundamentalmente, o que se vê é um crescimento da economia brasileira. Temos um PIB projetado entre 5,5% e 6% para este ano e um crescimento do emprego e da massa salarial. Tudo isso, junto com o crescimento da confiança, torna nosso mercado maior e nossa condição de venda mais fácil", disse Schneider.

Ele anunciou que ontem a indústria brasileira produziu o carro flex número 10 milhões. A tecnologia que permite abastecer o carro com álcool ou gasolina foi adotada em 2003. A comemoração dos 10 milhões, porém, ocorre num momento em que o preço do álcool está menos competitivo em relação ao da gasolina.

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