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A cadeia da construção civil - composta por mercado imobiliário, obras públicas e pelo segmento privado de ampliação de unidades comerciais e industriais - deverá ter crescimento real de 8,8% em 2010, conforme projeção da Fundação Getúlio Vargas (FGV) a pedido do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). Considerando os preços de 2008, a projeção é que o Produto Interno Bruto (PIB) da construção chegue a R$ 160,7 bilhões no próximo ano, ante os R$ 147,7 bilhões estimados para 2009.

A expectativa é que os investimentos imobiliários cheguem a R$ 202 bilhões em 2010, ante R$ 170 bilhões este ano.

"O mercado imobiliário está se recuperando, ainda que não tenha chegado aos níveis de 2008. As contratações do Minha Casa, Minha Vida na Caixa Econômica Federal estão acontecendo e as obras vão se acelerar em 2010", afirmou o presidente do Sinduscon-SP, Sergio Watanabe. Segundo ele, há perspectiva também de expansão das obras de infraestrutura, com mais investimentos públicos, principalmente em função das eleições de 2010. "O setor privado está voltando a investir no aumento da capacidade produtiva, inclusive com ampliação das unidades industriais."
O Sinduscon-SP estima que a construção teve expansão de 1% este ano, abaixo de todas as projeções anunciadas desde o fim de 2008. Conforme Watanabe, o crescimento mais modesto ocorreu por causa da queda do consumo de materiais pelas famílias, que não se recuperou em relação ao ano passado. No fim de 2008, a perspectiva era de que haveria expansão de 3,5% a 4,7% este ano, a projeção foi depois reduzida para o piso de 3,5%. Em setembro, passou para de 2,5% a 3,5%. Em julho, o setor recuperou as vendas perdidas no fim de 2008.

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